sexta-feira, 24 de junho de 2011

BRINQUEDO E BRINCADEIRA



Para Oliveira (1990) o brinquedo entendido com objeto, suporte da brincadeira, supõe relação íntima com 1’’a criança, seu nível de desenvolvimento e indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência de um sistema de regras que organize sua utilização. Uma boneca permite à criança desde a manipulação até brincadeiras como “mamãe e filhinha”. O brinquedo estimula a representação, a expressão de imagens que evocam aspectos da realidade. Ao contrário, jogos, como xadrez, construção, exigem de modo explicíto ou implícito, o desempenho de habilidades definidas pela estrutura do próprio objeto e suas regras.
O brinquedo representa certas realidades. Uma representação é algo presente no lugar de algo. Representar é responder a alguma coisa e permitir sua evocação, mesmo em sua ausência. O brinquedo coloca a criança na presença de reproduções: tudo o que existe no cotidiano, na natureza e construções humanas. Pode-se dizer que um dos objetivos do brinquedo é dar à criança um substituto dos objetos reais, para que possa manipulá-los. Duplicando diversos tipos de realidades, o brinquedo as metamorfoseia e fotografia, não reproduzindo apenas objetos, mas uma totalidade social.
A realidade representada sempre incorpora modificações: tamanho, formas delicadas e simples, estilizadas ou ainda, antropomórficas. Os brinquedos podem incorporar, também, um imaginário preexistente criado pelos desenhos animados, seriados televisivos, mundo da ficção cientifica com motores e robôs, mundo encantado dos contos de fada, estórias de piratas e índios.
Ao representar realidades imaginárias, os brinquedos expressam, preferencialmente, personagens sob forma de bonecos, como manequins articulados ou super-heróis, mistos de homens, animais, máquinas e monstros. O brinquedo propõe um mundo imaginário à criança e representa a visão que o adulto tem da criança. No caso da criança, o imaginário varia conforme a idade: para pré-escolar de 3 anos, está carregado de animismo; de 5 a 6 anos, integra predominantemente elementos da realidade. O adulto introduz nos brinquedos imagens que variam de acordo com a sua cultura.
O brinquedo contém sempre referência ao tempo de infância do adulto com representações veiculadas pela memória e imaginação. O vocábulo “brinquedo” não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos do jogo, pois conota criança e tem uma dimensão material, cultural e técnica. Como objeto, é sempre suporte de brincadeira. É estimulante material para fazer fluir o imaginário infantil, tendo relação estreita com o nível de seu desenvolvimento.
Entre as concepções sobre o brincar, destacam-se as de Froebel, o primeiro filósofo a justificar seu uso para educar pré-escolares. Alguns recorrem a pressupostos do autor para justificar a expansão de estabelecimentos  infantis, criando formas diversificadas de conceber o lúdico na educação.
Entende também que a criança necessita de orientação para seu desenvolvimento. Os programas froebelianos permitem a inclusão de atividade orientadas e livres por meio do uso de brinquedos e brincadeiras.

domingo, 12 de junho de 2011




Deixa entrar, deixa entrar vida, deixa entrar amor...Nunca fui mesmo de economizar alma!   
"Tenho tido uma sede de céu, uma fome de infinito. 
Ando abrindo caminhos, alargando horizontes, me aprofundando, me expandindo, tenho deixado portas e janelas escancaradas, tenho desencaixotado sonhos...
Deixa entrar, deixa entrar vida, deixa entrar amor...
Nunca fui mesmo de economizar alma!"
Cíntia Gasparetto 

Paulo Freire

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
Paulo Freire

Paulo Freire